Texto por Colaborador: Redação 16/02/2026 - 02:00

A notícia chegou tarde e pegou o clube completamente desprevenido. No domingo, o Chelsea acionou uma cláusula especial de recompra, e o BVB perdeu seu zagueiro de forma instantânea. Desde então, reina a tensão nos bastidores. A partida repentina gerou irritação, frustração e uma série de questionamentos no Borussia Dortmund.

Publicamente, o clube manifestou pesar. Em nota oficial, o Borussia Dortmund lamentou profundamente a saída de última hora de Aaron Anselmino e agradeceu seu comprometimento durante os últimos meses. Nos bastidores, porém, a situação está longe de pacífica. A operação relâmpago afetou sensivelmente a relação com o Chelsea e com o dirigente Behdad Eghbali.

O técnico Niko Kovac, em especial, teria ficado bastante insatisfeito com a situação. Ele era um dos principais defensores de Anselmino no elenco, e a transferência aconteceu no pior momento possível para seus planos. A reação dos torcedores também foi de indignação. Muitos direcionaram críticas à direção do clube, acusando-a de ter sido apanhada de surpresa.

Diversos nomes aparecem no centro das discussões. Lars Ricken e Sebastian Kehl conduziram as negociações iniciais. Simon Rödder, negociador-chefe, também teve papel central no acordo. Contratado em setembro como referente do diretor esportivo e responsável pela área de negociações, Rödder participou ativamente das tratativas. A cláusula controversa era uma exigência dos Blues.

Sem essa condição, o BVB provavelmente nunca teria conseguido contratar o jogador. O ponto crucial estava ligado a um limite de minutos em campo. Caso Anselmino tivesse ultrapassado a marca de 1000 minutos em jogos oficiais até 31 de dezembro, a cláusula perderia validade. Mas isso não aconteceu. Sucessivas lesões atrapalharam o rendimento do defensor.

Em dez partidas disputadas, ele somou apenas 565 minutos. Os confrontos de janeiro contra Union e Tottenham não entraram na contagem. A cláusula expirava no domingo, dia 25 de janeiro. Foi justamente nessa data que o Chelsea comunicou ao BVB sobre a ativação do mecanismo. O fato de isso ter sido possível tão tardiamente é considerado extremamente incomum.

Aparentemente, havia sinais do que estava por vir. Segundo informações da Sky, Anselmino teria indicado sua despedida logo após o jogo contra o Gladbach, em conversas restritas com companheiros próximos. A cúpula do BVB poderia ter agido. Mesmo assim, até o último instante, a expectativa era de que o argentino permanecesse. Não houve avisos vindos de Londres.

Isso torna ainda mais delicada uma declaração de Kehl feita em Marbella. No início de janeiro, ele afirmou acreditar que fazia sentido para todos os envolvidos que Aaron continuasse no Borussia Dortmund no segundo semestre da temporada, destacando que o jogador já havia demonstrado seu valor na primeira metade da temporada e que sua permanência ajudaria o clube, o próprio atleta e, consequentemente, também o Chelsea. Poucas semanas depois, o BVB se vê diante de um cenário devastador.