Texto por Colaborador: A. Rother 21/04/2026 - 11:14

A recente extensão de contrato de Nico Schlotterbeck com o Borussia Dortmund, válida até 2031, não trouxe a segurança esperada. Pelo contrário, abriu espaço para fortes críticas e questionamentos sobre o futuro do zagueiro.

Segundo reportagens, o novo vínculo inclui uma cláusula de rescisão que pode ser ativada já na próxima janela de transferências, supostamente válida apenas para grandes clubes europeus como Real Madrid e Liverpool. Essa condição gerou indignação em nomes históricos do futebol alemão.

Felix Magath, em participação no programa Sky90, foi direto: “Sim, como eu deveria vê-los? Eu só balanço a cabeça. Como posso concluir um contrato que basicamente não acontece se o jogador quiser?”

Para ele, a política de transferências do Dortmund carece de visão de longo prazo: “Não posso simplesmente tomar decisões que afetam a próxima temporada. Como treinador de um clube, se tenho responsabilidade, preciso ter um horizonte maior do que apenas a próxima temporada.”

Dietmar Hamann também criticou o acordo, considerando “fatal” a inclusão de uma cláusula tão cedo após a renovação: “Acho fatal fazer uma cláusula de saída em dois ou três meses.”

O ex-meia alertou que a decisão pode sair pela culatra para ambas as partes e chegou a dizer: “Se eu fosse torcedor ou tivesse um filho que quisesse uma camisa do Dortmund, tentaria convencê-lo a não querer a camisa do Schlotterbeck porque provavelmente ele não estará lá em dois ou três meses.”

O BVB anunciou a renovação como sinal de estabilidade, mas a cláusula de saída trouxe incerteza e alimenta especulações sobre uma possível transferência. Enquanto isso, a discussão já se tornou um dos principais pontos de discórdia em torno da política esportiva do clube.