Texto por Colaborador: A. Rother 15/10/2026 - 02:00

O Borussia Dortmund quer corrigir um ponto fraco específico de Joane Gadou, segundo a Sport Bild. O foco inicial é a bola parada: o clube espera que o zagueiro tenha muito mais presença ofensiva nas jogadas de bola parada, área em que, até agora, ele praticamente não teve papel. Os dirigentes apontam a formação do jogador como causa, já que a força no jogo aéreo do francês simplesmente não foi trabalhada o bastante nas categorias de base. Por isso, Joane Gadou passou a treinar também, de forma extra, com a comissão técnica justamente esse fundamento.

Do ponto de vista do Dortmund, o investimento faz todo o sentido. Com 1,95 metro de altura, o defensor reúne as condições físicas ideais para se tornar uma arma de verdade na área adversária em escanteios e faltas. Sobretudo quando Nico Schlotterbeck está ausente, é exatamente esse poder de decisão na bola parada que falta ao BVB atualmente. Se evoluir nesse quesito, Joane Gadou dará ao time recursos valiosos a mais no ataque, e o próprio jogador aumentará consideravelmente seu valor dentro do elenco.

Esse, porém, não é o único ajuste em andamento com Niko Kovač. De acordo com o Ruhr Nachrichten, o treinador trabalha em paralelo um aspecto totalmente diferente: a posse de bola sob pressão do adversário. Em termos concretos, trata-se de detalhes técnicos refinados, como o domínio, o posicionamento correto, o tratamento da bola e a leitura do lance antes do primeiro contato. Depois da partida contra o VfB Stuttgart, o técnico falou abertamente sobre essa tarefa de desenvolvimento: "A maneira como ele defende a bola é excepcional." Segundo Niko Kovač, essa característica foi, no fim das contas, o motivo decisivo para a contratação: "É exatamente por isso que o contratamos." Já no trato com a bola, o treinador vê espaço para evoluir: "Com a bola, ele precisa resolver algumas situações de outro jeito, mas estamos trabalhando nisso." Esse padrão apareceu várias vezes justamente no jogo contra o Stuttgart, quando Joane Gadou recebia passes vindos da lateral e ficava visivelmente pressionado pelo tempo.

É importante, porém, colocar as coisas em perspectiva: trata-se de um trabalho de refinamento, e não de um problema estrutural. Basta olhar para as atuações do jogador nesta temporada. Em sete partidas oficiais, o jovem francês foi titular seis vezes e se firmou, praticamente de imediato, no lado direito da linha de três zagueiros. O BVB desembolsou cerca de 20 milhões de euros neste verão para tirá-lo do RB Salzburg, clube onde ele atuava. Joane Gadou foi formado originalmente no Paris Saint-Germain e também defende a seleção sub-21 da França.

Aos 20 anos, o defensor se destaca principalmente pela velocidade e pela atleticidade. Um exemplo marcante veio contra o Stuttgart, quando alcançou Ermedin Demirović, que já havia escapado, num sprint de 36 quilômetros por hora e resolveu o lance no último instante, com um carrinho. Sem a bola, portanto, Joane Gadou já entrega um desempenho de primeiro nível. Por ora, só o controle da bola sob pressão continua sendo seu principal ponto a desenvolver.

O prestígio que o reforço já tem no grupo foi destacado recentemente por seu companheiro de zaga, Nico Schlotterbeck. Num balanço de modo geral positivo sobre o elenco renovado, o líder da defesa ressaltou a qualidade das novas contratações: "Os reforços que chegaram estão todos em nível de elite." Falando especificamente de Joane Gadou, foi ainda mais enfático: "Isso já é classe máxima."

Para o Borussia Dortmund, desenha-se assim um roteiro claro de evolução para o jovem zagueiro. De um lado, a ideia é recuperar a lapidação que faltou nas categorias de base, para que Joane Gadou passe a representar perigo também nas bolas paradas, na área adversária. De outro, Niko Kovač trabalha em paralelo os detalhes técnicos da saída de bola, para que o francês jogue com mais calma e segurança mesmo sob pressão.

Se o BVB conseguir resolver essas duas frentes nos próximos meses, Joane Gadou pode se transformar num zagueiro quase completo: forte nos duelos, perigoso nas bolas paradas e, ao mesmo tempo, qualificado com a bola nos pés. Pelo início que ele teve em Dortmund, esse cenário está longe de parecer irreal, ainda mais porque tanto o treinador quanto os companheiros já demonstram estar convencidos do potencial do reforço.