Texto por Colaborador: A. Rother 13/07/2026 - 01:30

O Borussia Dortmund trabalha para reorganizar seu planejamento financeiro, de forma a não depender de uma venda de grande porte todo verão para bancar a renovação do elenco. O diretor administrativo do clube, Carsten Cramer, busca aumentar a receita e reduzir os gastos, apostando também em negociações de menor valor para equilibrar as contas.

O contexto por trás dessa mudança de estratégia é a própria transferência de Karim Adeyemi, encaminhada ao FC Barcelona. Livre para focar nas negociações enquanto ambos os clubes iniciam a pré-temporada neste fim de semana, o ponta de 24 anos vive a reta final de um acordo que já teria os termos financeiros definidos: uma taxa fixa de 22 milhões de euros, somada a mais 9 milhões em bônus de fácil cumprimento — valor que, na prática, iguala o que o próprio Dortmund pagou ao RB Salzburg pelo jogador há quatro anos —, além de uma cláusula que garante ao clube alemão 35% do valor de uma eventual revenda futura por parte do Barcelona. A expectativa em Dortmund é que Adeyemi siga o caminho de Ousmane Dembélé, vendido ao Paris Saint-Germain por 50 milhões de euros, e não repita o cenário de Robert Lewandowski, que deixou o clube sem custo de transferência.

As tratativas entre os clubes não foram simples. Segundo o Kicker, o primeiro contato aconteceu ainda há várias semanas, por volta do período da Copa do Mundo, num momento em que a posição do Dortmund era delicada — o contrato de Adeyemi tem apenas mais um ano de vigência, tornando este verão a última chance de uma venda em condições financeiras razoáveis, fato do qual o Barcelona, orientado pelo empresário Jorge Mendes, estava plenamente ciente. Sem consenso sobre uma renovação contratual, os representantes do jogador negociaram sabendo que o Dortmund não queria correr o risco de perdê-lo de graça daqui a um ano, o que ajudou a fechar o valor final da venda, próximo de 30 milhões de euros.

É justamente esse tipo de situação que o clube alemão quer evitar daqui para frente. A ideia é reduzir essa dependência de vendas pontuais de alto valor através de renovações contratuais antecipadas, como já ocorreu recentemente com Félix Nmecha, numa negociação feita em bom tempo e com vínculo de longo prazo.

Nesse novo modelo, negociações de menor porte também entram na conta, como as vendas de Julien Duranville, ao Olympique Lyon por 8 milhões de euros, e de Cole Campbell, ao SV Elversberg por 5 milhões de euros — esta última, segundo o Kicker, com cláusula de recompra. Kjell Wätjen deve ser o próximo nome nessa lista, próximo de se reencontrar com o técnico Mike Tullberg, seu ex-mentor, agora no FC Midtjylland.

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