Texto por Colaborador: A. Rother 06/04/2026 - 05:00

A saída de Sebastian Kehl do Borussia Dortmund abriu espaço para um debate que o clube não consegue mais ignorar. Pela primeira vez, o diretor esportivo Lars Ricken falou abertamente sobre os atritos que marcaram a gestão recente do BVB.

Antes do duelo contra o VfB Stuttgart pela Bundesliga — vencido pelo Dortmund por 2 a 0 —, Ricken encarou as perguntas difíceis e não fugiu do assunto. "Não escondemos que, de vez em quando, houve algum atrito lá no alto escalão", admitiu o dirigente de 49 anos, confirmando indiretamente os rumores de divergências entre ele e o ex-diretor.

A separação de Kehl, que estava há anos no clube, não foi exatamente uma surpresa, mas o timing gerou questionamentos. Pouco depois do jogo contra o HSV, o Dortmund anunciou o fim da parceria e, em seguida, apresentou Ole Book como novo diretor esportivo. Internamente, segundo Ricken, a decisão foi fruto de um processo. "Isso é apenas profissionalismo", justificou ele ao explicar a escolha de antecipar a ruptura.

O que mais alimentou as críticas foi a revelação de que o BVB havia contatado Book semanas antes do anúncio oficial — enquanto Kehl ainda ocupava o cargo. O próprio Book confirmou os contatos. Ricken defendeu a postura do clube, classificando as conversas como algo preliminar: "Não, foi apenas uma troca que aconteceu no final de janeiro."

O fato de Kehl não ter sido informado sobre essas tratativas acendeu ainda mais o debate. O comentarista Lothar Matthäus foi um dos mais críticos, sugerindo que o clube pode ter adotado uma "tática de procrastinação" e questionando se a forma como uma lenda do clube foi tratada foi adequada. "Se isso aconteceu pelas costas de Sebastian Kehl, então não foi pela porta da frente", disparou Matthäus.

Ricken rebateu as acusações com firmeza. Segundo ele, a decisão foi tomada em conjunto e o clube se preocupou em garantir uma despedida digna. "Nos olhamos nos olhos e chegamos juntos à conclusão de que era o momento certo para seguir caminhos separados", afirmou o chefe do BVB. Ainda assim, ele deixou em aberto os detalhes sobre como será a despedida formal de Kehl, acrescentando apenas: "A porta está aberta para ele."

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