
Coluna do Breno - Olá amigos aurinegros, sejam muito bem-vindo a mais uma coluna. Espeço esse para falar do nosso querido BVB. Aqui, é um espaço democrático, onde todas as opiniões e críticas serão aceitas, mas claro, sempre com respeito a todos os integrantes. Sem mais delongas, o tema dessa semana é uma pergunta: manter as tradições ou se modernizar?
Já pensava nisso e queria escrever esse tema. As tradições elas são importantes, pois elas nos mantem vivo na história, seja ela no futebol ou fora dos gramados. Acho bonito esta ligação com as raízes, não tenho dúvida nisso, no entanto, acredito que não adianta nada você manter algo e não conseguir os objetivos traçados no começo da temporada.
Porque eu toco nesse assunto? Simples, o BVB tem como requisito contratar apenas técnicos que falam alemão. Isso é algo charmoso e com sentido. Manter as raízes é importante para se manter viva as crenças e facilitar a adaptação, mas também não podemos deixar isso nos influenciar e aceitar que durante 8 anos o time vermelho seja predominante.
O BVB é um time grande, é gigante. Não podemos deixar que também as tradições nos façam cair no marasmo. Se é “essencial” o alemão, não precisa necessariamente contratar um treinador fluente. Mas, mesmo que possa vir algum nome que não tenha o idioma alemão, mas que pode fazer aulas, como Guardiola fez no Bayern, mas que a diretoria seja paciente e tenha calma na adaptação.
Ficar com Favre só porque o cara fala alemão não é manter a tradição, é burrice mesmo. A desculpa que ele fala o idioma e conseguiu mais um vice é pouco para as ambições do clube aurinegro. com todo respeito, o BVB não é um Atlético de Bilbao.
BVB x Atlético de Bilbao, dois times que mantem mesmo no ano 2020 algumas tradições milenares. O time espanhol contrata jogadores apenas bascos. Mas, nem por isso, o clube fica procurando apenas jogar por jogar. Nessa temporada é sétimo colocado. Eles sabem que podem contratar bons jogadores, mas se mantem fiel a um dogma, entretando com limitações fazem boas campanhas.
Obvio que, o segundo lugar é melhor que o sétimo. Mas, a questão não é na colocação, mas na mentalidade dos dirigentes auri-negros. Tem uma grande quantidade de treinadores superior a Favre no mercado, que podem tirar mais do elenco e aprender o idioma com a estadia no Ruhr.
Por Breno Benedito
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