Texto por Colaborador: A. Rother 10/04/2026 - 03:00

As negociações entre Nico Schlotterbeck e o Borussia Dortmund para renovação de contrato se arrastam há meses. Esperava-se que a pausa para jogos de seleções trouxesse uma definição do zagueiro, mas quase duas semanas depois, o imbróglio segue sem resolução. Para o ex-jogador e comentarista Didi Hamann, é hora do BVB mudar de postura.

O diretor esportivo Lars Ricken descartou a ideia de impor um prazo ao jogador. Em entrevista à Sport Bild, ele declarou: "Isso pode fazer sentido em alguns casos, mas não neste. As conversas têm sido tão respeitosas e confidenciais que não queremos criar pressão de forma artificial."

Dietmar Hamann discorda frontalmente. No programa Triple – Der Hagedorn-Fußballtalk, da Sky, o ex-jogador da seleção alemã foi direto ao ponto quando questionado sobre um possível ultimato: "Não há outro jeito." Segundo ele, o BVB deveria dar a Schlotterbeck um prazo de duas a três semanas para se decidir. Uma cláusula de rescisão com validade já a partir de 2026, no entanto, seria inadmissível para Hamann.

"Então podem fechar as portas", comentou o especialista de 52 anos sobre a hipótese de uma cláusula de saída antecipada: "Não consigo imaginar isso de jeito nenhum. Seria uma rendição completa."

Quem trouxe à tona esse detalhe polêmico foi Lothar Matthäus. O campeão mundial de 1990 revelou no programa Sky90 que Schlotterbeck desejaria incluir uma cláusula de saída no contrato para o verão da Copa do Mundo, justamente para capitalizar um bom desempenho com a seleção e, eventualmente, atrair clubes ainda maiores que o Dortmund. "Ele vê a possibilidade de, com um bom desempenho como titular na zaga da seleção alemã, ter a chance de ir para um clube ainda maior — com talvez um reconhecimento maior do que recebe no Dortmund. E acredito que isso ainda está sendo discutido", disse Matthäus.

Schlotterbeck tem em mãos uma proposta de renovação pronta para assinatura, estendendo seu vínculo além de 2027. Recentemente, ele desmentiu publicamente informações que davam conta de que já teria optado por ficar. Hamann afirma que o cenário permanece estagnado: "Ouvi que a situação hoje é a mesma de duas ou três semanas atrás."

Ricken, por sua vez, mapeou três caminhos possíveis para o caso: "Renovamos o contrato, vendemos ele no verão — ou entramos no último ano de vínculo. Essa última opção é a que todos queremos evitar. Não seria bom nem para nós, nem para o Nico. Seguimos confiantes de que a primeira opção vai se concretizar."

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