Texto por Colaborador: A. Rother 12/04/2026 - 05:00

A renovação de contrato de Nico Schlotterbeck com o Borussia Dortmund pode ter encerrado meses de incerteza, mas trouxe consigo uma nova fonte de especulações: os detalhes do acordo. No sábado, o diretor esportivo Ole Book foi questionado repetidamente sobre uma suposta cláusula de rescisão embutida no novo vínculo do zagueiro — e desconversou em todas as oportunidades.

Antes da transmissão do jogo da Bundesliga, Book foi abordado tanto pela Sky quanto pela DAZN sobre a possível exit clause. A resposta foi sempre a mesma. "É importante para nós não falarmos sobre os detalhes do contrato. Ficamos felizes que o Nico decidiu ficar", declarou ele à DAZN. Pressionado a confirmar ou negar a existência da cláusula, foi direto: "Não. Continuamos sem revelar detalhes contratuais."

À Sky, reforçou a postura: "Nunca nos manifestamos sobre o conteúdo dos contratos, e continuaremos assim." Book acrescentou ainda estar "muito certo de que o Nico quer ficar muito tempo conosco" — declaração que, na prática, provavelmente não vai frear as especulações.

O kicker noticiou, após a confirmação da renovação de Schlotterbeck até 2031, que o zagueiro teria negociado uma cláusula de saída situada entre 50 e 60 milhões de euros, válida apenas para um grupo restrito de clubes. O Bild foi além e informou que o Bayern de Munique não está entre os beneficiados por essa condição.

Ainda há dúvidas sobre quando e por quanto tempo a suposta cláusula poderá ser ativada. O ex-treinador e comentarista da Sky Mirko Slomka ponderou, durante a transmissão do jogo contra o Bayer Leverkusen, que o BVB provavelmente se protegeu para impedir uma saída no prazo final da janela de transferências de verão — já que uma saída de última hora inviabilizaria a contratação de um substituto a tempo.

Já o ex-jogador da seleção alemã Dietmar Hamann classificou a situação como "explosivamente perigosa" e não poupou críticas. Para ele, a cláusula poderia ser acionada já neste verão: "Não entendo como o Dortmund aceita que a cláusula de rescisão possa ser exercida apenas dez semanas após a assinatura do contrato."

Hamann foi ainda mais enfático: "Os torcedores têm o direito de saber que os jogadores ainda vão estar lá no próximo ano." O comentário ganha ainda mais peso diante do episódio ocorrido no sábado: ao ser anunciado na escalação para o jogo contra o Leverkusen, Schlotterbeck foi vaiado por parte da torcida presente no estádio — possivelmente em razão exatamente das dúvidas que cercam essa cláusula.

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