Reprodução BVB TVO Borussia Dortmund atravessa uma das suas piores crises dos últimos anos, e a demissão do técnico Nuri Sahin parece ser apenas a ponta do iceberg. Os problemas do clube alemão são muito mais profundos e envolvem uma grave crise nos bastidores, especialmente na diretoria, que está afetando diretamente o desempenho do time e a política de contratações.
No último sábado, durante o empate em 2 a 2 contra o Werder Bremen, a torcida do Dortmund expôs uma faixa dizendo "Vamos falar dos elefantes na sala. Os problemas não estão no banco de reservas" - uma crítica direta à decisão de demitir Sahin após quatro derrotas consecutivas e a pior primeira metade de temporada dos últimos dez anos.
Guerra interna na diretoria
O verdadeiro problema está na cúpula do clube. Lars Ricken, Sebastian Kehl e Sven Mislintat, principais dirigentes do Dortmund, vivem um conflito interno que está prejudicando o clube. Segundo o jornal Ruhr Nachrichten, Mislintat é acusado de extrapolar suas funções como diretor de planejamento, enquanto Kehl, o diretor esportivo, é criticado por tomar decisões sem consultar a equipe. Os dois ainda trocam acusações sobre vazamento de informações internas.
Ricken, que deveria mediar a situação como CEO e sucessor de Watzke, parece impotente diante da batalha entre seus principais executivos.
Mercado da bola prejudicado
A desorganização da diretoria está afetando diretamente as contratações. Segundo o jornal Bild, os dirigentes sequer conseguiam concordar sobre quais posições precisavam ser reforçadas.
Vários alvos acabaram escapando:
- Renato Veiga, de 21 anos, optou pela Juventus
- Kevin Schade segue como opção, mas seu valor de 60 milhões de euros é proibitivo
- Marcus Rashford, apesar do interesse, tem salário fora da realidade do clube
- As negociações por Carney Chukwuemeka e Oleksandr Zinchenko não avançaram
Defesa desfalcada
A situação é ainda mais preocupante na defesa. O clube iniciou a temporada com apenas três zagueiros de ofício, mesmo com Sahin preferindo jogar com três defensores. Agora, com a suspensão de Nico Schlotterbeck por dois jogos após expulsão contra o Werder Bremen, a situação ficou ainda mais crítica - tanto que Bensebaini e Emre Can, que não são zagueiros de origem, precisaram improvisar na posição.
No ataque, a situação também não é das melhores após a venda de Donyell Malen ao Aston Villa. Com apenas uma semana para o fechamento da janela de transferências, resta saber se a diretoria conseguirá superar suas diferenças internas para realizar as contratações necessárias.
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